Adjetivo emblemático para os dias de hoje!
Não sei se a efemeridade do tempo de acomete, mas vez ou outra sou tomada pelo mal estar pós moderno onde as novas configurações de espaço e tempo são completamente líquidas, solúveis. Simplesmente não aprendi sequer o "estar", quanto mais o pós moderno.
Tenho o poder de congelar o tempo a meu favor em instantes onde me sinto confortável, com relações onde me sinto estando (e sendo). Mas lá fora ele passa, e quando abro os olhos, o mundo já girou demais, desço fora do ponto.
E passo dos meus limites, até chegar onde não me sei, como não me pertencendo, alheia a mim, sendo de outros sonhos, de outras estações, de outro retrato. Quem somos eu? Quantos egos cabem aqui?
Deveras, um eu pós moderno é pouco! Sou várias onde não cabe, num espaço pequeno. Não somos, então. Apenas nos suportamos! Daí trocamos o nome, a imagem. Nos vestimos de vários em nenhum. Onde os "eu's" foram?
Só estão nos outros.