segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Primeiros passos de uma 'gênia': memórias em fotografia

Desde a mais tenra infância os primeiros passos dados por qualquer indivíduo são de extrema importância para a sua formação e já indicam a composição de uma personalidade. Contudo, antes de ser reconhecido, todo o gênio pode sofrer alguns julgamentos antes de passar pelos processos de maturação proporcionado pela época das fraldas e chupetas.

Gê.nio sm 1.pessoa de extraordinária potência intelectual e/ou que possui grande domínio ou conhecimento em determinado assunto.

Einsten, por exemplo, antes de galgar a fama quando entrelaçava-se sob os lençóis do seu berço já dava sinais de que tinha potencial para ser um destaque a nível mundial. Por demorar muito de falar, sua mãe tinha até receios de que pudesse ser retardado.
 Sobre seu período de escolaridade, sua irmã escreveu: "No conjunto, Einstein, no entanto, não gostou daqueles anos de escolaridade; professores autoritários, estudantes servis, ensino livresco - nada disso lhe caía bem. Além do mais, tinha uma natural antipatia por (…) ginástica e esportes (…). Tinha tonturas e cansava-se facilmente. Sentia-se isolado e fazia poucos amigos na escola".

Como toda gênia, posso lhes assegurar que esse tipo de coisa é comum na infância de qualquer prodígio. Duvidam? Então vejam!

Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


Sim, todo gênio é curioso e isso desde cedo...


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


... e não importa o que todos ao seu redor estejam fazendo e nem onde esteja, uma gênia simplesmente não se importa, a curiosidade é mais forte e quanto a isso, não há muito o que se discutir.

O esforço que uma gênia faz para estar em ambientes sociais variados é maior do que o que as pessoas normais fazem...


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal



e isso por causa de alguns, digamos, probleminhas socio-relacionais


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


 que não são muito graves nem mostram-se um problema, intelectualmente falando.


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


 Por isso a solidão às vezes (sempre) é bem-vinda nesses casos,


Foto:Priscila Braga/Arquivo Pessoal


e uma gênia faz bom uso dela, corteja bem a solidão por mais ruim que sua companhia possa ser,


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


 dela nascem experiências, invenções, é onde entra-se em contato com suas hipóteses e com a ciência, pois toda a gênia tem contato com as mais variadas tecnologias de programação.

E por causa dessa relação de conflito com o mundo, uma gênia não tem tempo para relacionar-se com sua aparência, associando a com os padrões de beleza do mundo externo, o que nos deixa extremamente assustadas.


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


Isso meche com a nossa forma de lidar com os estereótipos e nos impulsiona a quebrar paradigmas, não aceitando-os nem nos adequando a eles (coisa que fica pra vida toda).


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


O desenvolvimento de habilidades acontece desde muito cedo. Alguns processos ocorrem de forma obrigatória, pois por qualquer que seja o motivo a sociedade exige isso de nós,


Foto:Priscila Braga/Arquivo Pessoal


mas a verdade é que a gente não liga pra nada disso, nós apreendemos o que nos parece virtuoso, dando sempre um passo de cada vez,


Foto: Priscila Braga/Arquivo Pessoal


e mesmo sem jeito, independente também da aparência, nós queremos revelar a ciência ao mundo, por mais  engraçado e banal que isso possa parecer para os adultos.



Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo
Eclesiastes 2:16

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Vocábulos indefinidos ou subjetividade?

Eu aceito não ser boa com números, contanto que seja muito boa com letras. Não existe um parâmetro que me defina como boa ou ruim nisso, então, permaneço do jeito que estou.

Sempre gostei muito de dicionários, não é a toa que criei esse blog inspirado na minha paixão por eles. Quis criar o MEU dicionário com as minhas definições porque nossas palavras são decodificadas pelos olhos e boca fala do chão que pisa - é bem subjetivo mesmo.

Antes de nascer esse diário de grifos como um novo conceito de dicionário ( ha ha ha, eu artista), eu tinha o costume de enviar sms para certos amigos com conceitos bem contextualizados. Eu pegava uma palavra chave e dava o significado dela conforme o contexto em que a palavra se encaixava na minha relação com aquela pessoa. E deu certo, consegui risos e suspiros.

Minha relação com a definição das coisas é bem bacana, embora existam alguns paradoxos sobre os quais falarei aqui nesse post. Tenho uma lista de coisas que não consigo definir. Essas "coisas" geralmente tem uma definição rapidamente difundida por todos de forma que é bastante modificada todos os dias. Eu inclusive sou a favor do tombamento de determinados conceitos, um museu para todas as palavras, um lugar escondido para o significado delas, uma ordem maior de respeito a ideia central.

Mas essa ideia minha não passa do fruto da cabeça de uma pessoa com medos.

Não sei que tipo de arte meu inconsciente faz, mas eu não consigo conceber plena e suficientemente o que são determinadas coisas. Tudo que consigo fazer é senti-las, como alguém que nunca sentiu antes toda vez que elas resolvem aparecer. O fato de essas coisas serem normalmente tidas como sentimentos, não me ajuda muito, pelo contrário, me confunde. Que tipo de coisa/sentimento é a saudade, por exemplo? É representada por um nome que só existe na língua portuguesa, uma etimologia discutida sem consenso. Uma amálgama de sentimentos?

Amor é outra palavra que rouba as minhas horas tardes afora.

Finalmente, talvez não seja um problema de dicionário, seja um problema de auto definição. Ou talvez seja um problema de dicionário, talvez as coisas não são como eles dizem, talvez todas as pessoas devessem criar seus dicionários e carregá-los dentro do peito, o mais perto possível de suas experiências pra antes de dizê-las, senti-las. Falamos muito e sentimos pouco. Fazemos muito barulho e não há espaço para o sentimento das definições. Há uma necessidade exacerbada de preencher espaços com definições, com certezas, que no final das contas acabam sendo incertas.

Para dar fim ao meu discurso, trago uma frase do livro O Banquete, de Platão, que expressaria o que deveríamos sentir depois de ouvirmos o silêncio das definições:

"Como, ó homem feliz, como não me sentiria inibido e embaraçado, eu, ou qualquer outro que tivesse que falar depois de um discurso tão elegante e tão rico? [...] Reconheço-me completamente incapaz de dizer qualquer coisa que, mesmo de longe, se aproxime de tanta beleza, e já teria desaparecido daqui, envergonhado, se fosse possível."       

Hoje, sem nenhum vocábulo.                                                                                                                       



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Antes de voltar pra casa #Grifo6

Maceió, 01 de Fevereiro de 2014

Hora de voltar pra casa. Não sem antes ter uma oração poderosamente respondida e, nesta manhã, dar uma passadinha rápida na emergência de um ambulatório - com uma amiga que passou mal - para aprender mais uma coisa sobre a vida e seu percusso (interceder é preciso).

Antes de voltar pra casa, eu senti saudade do ar de Maceió, que trouxe uma porção renovada de força e fé, muita fé. A grande experiencia do dia foi dar-se conta do retrato completo do que eu fiz aqui, poder olhar pra trás e dizer: "Foi lindo, e continuará sendo". Tive noção do meu espaço dentro de um movimento estudantil completamente corrompido (sim, é isso mesmo!), do meu lugar enquanto educadora e sobretudo enquanto cristã. Sei qual é minha praia, onde piso e onde devo pisar. E além de tudo isso, aprendi a ser amiga de mim mesma, a respeitar meus sentimentos e a ter paz interna.

E como é importante ouvir a Deus! Como é importante calar seu interior e silenciar seu ego. Tenho certeza de que essa foi a lição que mais marcou e sobre a que mais comentei ao longo da viagem. Não achei nada sobre educação no campo, mas achei algo muito melhor sobre educação transcedente, com valores incorruptíveis e eternos.

Volto muito mais mulher, muito mais serena, muito mais Cristo do que eu. 

"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." Mateus 13:9